Governo angolano reprime protesto estudantil por melhores condições nas escolas públicas

O Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) organizou uma manifestação pacífica para exigir melhorias urgentes nas condições das escolas públicas do país, que enfrentam graves carências, como falta de carteiras, quadros, salas de aula, água corrente e saneamento básico. 


Por: Jorge Domingos
 
 

Segundo o presidente do MEA, Francisco Teixeira, mais de 80% das escolas públicas angolanas não possuem acesso a água potável, e o descaso com o saneamento básico agrava a crise educacional. No entanto, a resposta do governo foi marcada pela repressão.

A polícia interveio com armamento pesado, detendo dezenas de estudantes e jornalistas que cobriam o protesto. Tavares Gabriel, secretário nacional do MEA, relatou que mais de 150 pessoas foram presas, e há denúncias de agressões contra os manifestantes.

Francisco Teixeira, perseguido pelas autoridades, está desaparecido desde o evento, segundo informações do movimento.

O MEA condena a violência policial e a falta de diálogo do governo, que até o momento não se pronunciou oficialmente sobre as detenções ou as acusações de uso excessivo da força.

A manifestação buscava garantir direitos básicos dos estudantes e melhores condições para a educação em Angola.

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